Noivos comemoram com beijo ouro no badiminton — CPB/Marcello Zambrana
O Brasil se despediu dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago neste domingo (26) com muito a comemorar. O país somou inéditas 343 medalhas no Chile, sendo 156 ouros, 98 pratas e 89 bronzes. O resultado garantiu a melhor campanha de todos os tempos, superando tanto os recordes de ouros quanto o de pódios, que pertenciam à edição de Lima 2019, com 124 medalhas douradas e 308 no total.
Soberano no topo do quadro geral de medalhas desde o primeiro dia, o Brasil terminou muito à frente do segundo colocado, os Estados Unidos, que somaram 166 medalhas (55 ouros, 58 pratas e 53 bronzes). Colômbia, México e Argentina completaram os cinco primeiros. Desde a edição de 2007, disputada no Rio de Janeiro, o Brasil termina o Parapan em primeiro no quadro de medalhas, e sempre com viés de ampliar o domínio.
Bolsa Atleta onipresente
Das 343 medalhas conquistadas pelo Brasil em Santiago, 335 tiveram a digital do Bolsa Atleta do Governo Federal. Ou seja, contaram com a participação de pelo menos um bolsista do programa de patrocínio individual do Ministério do Esporte. Isso dá 97,66% do total. A delegação em Santiago contou com 339 atletas, incluindo goleiros do futebol de cegos, calheiros da bocha, pilotos e atletas-guia. Do total, 292 são apoiados pelo Bolsa Atleta, o equivalente a 86,72%.
Das 17 modalidades em disputa, o Brasil terminou em primeiro no quadro de medalhas de 10: atletismo, natação, bocha, judô, badminton, taekwondo, tênis de mesa e halterofilismo, além de ter sido campeão no futebol para cegos e no futebol PC, para pessoas com paralisia cerebral. No goalball, a seleção masculina foi ouro e a feminina, bronze, empatando assim com o Canadá, que ganhou no feminino e levou bronze no masculino.
“É um resultado extraordinário, que comprova mais uma vez a força dos atletas brasileiros do paradesporto e a excelência do trabalho que vem sendo feito em conjunto com o CPB. Vamos trabalhar ainda mais para garantir estrutura aos atletas em todo o país e manter o Brasil como maior potência das Américas”, disse o ministro do Esporte, André Fufuca.