Rufino garantiu o ouro brasileiro na paracanoagem — Divulgação
Com 25 ouro, 26 prata e 38 bronze, o Brasil atingiu o objetivo estabelecido pelo Comitê Paralímpico para a competição mundial encerrada neste domingo (8) em Paris: atingir a melhor campanha e alcançar pela primeira vez o top 5 das Paralimpíadas da Franca. A delegação brasileira bateu o recorde de medalhas, com 89 pódios conquistados, alcançou o maior número de ouros e terminou em quinto lugar no quadro geral dos Jogos.
Com 94 ouros, a China foi a grande campeã, seguida pela Grã-Bretanha em segundo, com 49, e pelos Estados Unidos, com 36 medalhas douradas.O Brasil travou uma batalha acirrada com a Itália pela quinta posição até o último dia dos Jogos. A delegação brasileira terminou o sábado na segunda colocação, atrás do país europeu. Neste domingo, no entanto, dois ouros, um no halterofilismo e outro na canoagem, garantiram a virada brasileira no quadro de medalhas.
O atleta sul-mato-grossense Fernando Rufino, de 39 anos, brilhou mais uma vez nos Jogos Paralímpicos e ajudou o Brasil a atingir esse recorde, ao conquistar a medalha de ouro na paracanoagem, na prova de 200 metros da classe VL2 (canoa, em que se usa tronco e braços na remada). O "Cowboy de Aço", como é conhecido, completou o percurso em 50s47, estabelecendo o novo recorde dos Jogos e garantindo o bicampeonato paralímpico, após a vitória em Tóquio-2020.
Além da conquista pessoal, Rufino, que é bolsista do programa Bolsa Atleta, gerido pelo Governo de Mato Grosso do Sul por meio da Fundesporte e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), também fez parte de uma histórica dobradinha brasileira. A prata foi para Igor Tofalini, paranaense de 41 anos, com o tempo de 51s78, superando o estadunidense Blake Haxton, que completou a prova em 52s81.
Essa foi a primeira vez que dois brasileiros dominaram o pódio na paracanoagem masculina nos Jogos Paralímpicos. Com essa vitória, o Brasil encerrou a participação em Paris-2024 com um total de 89 medalhas, batendo recordes e garantindo um lugar no top 5 do quadro de medalhas. O ouro de Rufino também foi a 25ª medalha dourada do país, outro marco histórico para o esporte paralímpico brasileiro.
Até então, a melhor campanha do Brasil tinha sido nos Jogos de Tóquio, com 22 medalhas de ouro e um total de 72 pódios, fechando na sétima posição. Nos Jogos de Londres 2012, a delegação também tinha ficado em sétimo, mas com 21 ouros e "apenas" 47 medalhas no total.