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Mirassol supera impossível e vai a Libertadores

Apoteose após derrotar o Vasco da Gama por 2 a zero

03 de dezembro 2025 - 08h01 Por GE
Mirassol supera impossível e vai a Libertadores Com 'cara' de time grande, Mirassol vai além — Divulgação

O time da pacata cidade de Mirassol, de 65 mil habitantes, chegou na Série A cercado de desconfiança. Virtual rebaixado na visão de muitos videntes da bola, o Leão caipira foi o estreante do Brasileirão 2025 com o lema “vivendo o sonho”. O sonho de disputar a elite, ou de não ser rebaixado?

O dia 2 de dezembro de 2025 vai ficar marcado como o último grande passo de uma caminhada que nasceu para ser eterna. É, sem dúvidas, a história mais surpreendente da história dos pontos corridos.

O Mirassol garantiu a vaga direta na fase de grupos da Libertadores nesta terça-feira (2), após vencer o Vasco por 2 a 0, em São Januário. O feito foi conquistado com uma rodada de antecedência.

Este não era o sonho inicial, porque certamente pareceria um devaneio. Mas a surpresa virou realidade ao longo do campeonato. O técnico Rafael Guanaes costuma dizer à imprensa que viu, logo no início, que esse clube poderia ir além da simples permanência na divisão. Mas se imaginava que poderia vir uma Sul-Americana, no melhor dos cenários realistas para um caçula na elite.

Não são apenas os 66 pontos e a quarta posição que definem o tamanho do feito do time amarelo e verde. O Leão é uma das raras equipes do país que nunca oscilou. Jamais chegou a ficar mais de três jogos sem ganhar, e a performance foi a mesma em quase todas as partidas. Mesmo na derrota por 3 a 0 contra o Corinthians, ganhou elogios pelo volume de jogo.

O Mirassol é, sim, um clube com muita estrutura e com um centro de treinamento bastante moderno. Mas outros no país também têm isso, mas a maioria não consegue chegar perto do lugar que a equipe amarela alcançou.

O time do interior é um case a ser estudado e copiado. Mas, muito além da estrutura, o Mirassol é feito de homens que fizeram os trabalhos de suas vidas. O principal deles é Juninho Antunes, mentor e chefão de tudo. Ele é o arquiteto deste edifício que ainda não está terminado e que fica cada vez maior.

O vice-presidente e gestor se cercou de muita gente boa, que preza por um vestiário leve, unido e por jogadores com fome de bola. Desde veteranos a jovens promissores, o elenco deu liga sob o comando do melhor técnico do Brasileirão: Rafael Guanaes ficou famoso no país todo e virou quase uma unanimidade.