"Isso não será um problema para nós." Foi o que disse Ronaldo no dia 5 de dezembro, ao final do Brasileiro.
O Corinthians havia acabado de empatar com os reservas do Goiás, e o resultado derrubou o clube para o terceiro lugar na tabela do Nacional, posição que o obrigou a disputar um mata-mata para tentar ir à fase de grupos da Libertadores da América.
Na quarta-feira, em Ibagué, o time precisa ao menos empatar com gols com a equipe colombiana, com quem empatou por 0 a 0 no jogo de ida, no Pacaembu. Uma nova igualdade sem gols leva a decisão para os pênaltis.
O atacante disse ter terminado 2010 "em dívida" com os corintianos. Prometeu compensar em 2011, mas só fez aumentar a tal dívida.
O Fenômeno lançou uma campanha para contratar Adriano. O atacante não veio, e o Corinthians sofreu até conseguir contratar um substituto para Ronaldo. Ou, como quer Tite, alguém que pudesse jogar ao lado dele.
Ronaldo jogou três vezes neste ano, não fez gol e sempre teve atuações discretas.
Contra Portuguesa e Noroeste, pelo Paulista, foi substituído quando faltavam 15 minutos para o fim. Nos dois confrontos somados, arriscou quatro finalizações.
No primeiro jogo contra o Tolima, Ronaldo tentou participar mais do jogo, mas não conseguiu vencer a marcação dos colombianos como o resto do Corinthians, aliás.
"Fizemos um jogo mais ou menos", disse o camisa 9 ao fim do duelo. Tite confirmou a escalação de Ronaldo desde o início quarta-feira à noite.
Nunca Ronaldo, 34, demorou tanto para fazer um gol pelo Corinthians. Em 2009 e 2010, anotou logo em seu segundo jogo na temporada.
No ano passado, o atacante anotou 12 gols em 27 partidas muito menos que os 23 tentos em 38 jogos de 2009.
Em 2010, porém, Ronaldo era quem aparecia após as derrotas especialmente na eliminação do time na Libertadores para se explicar.
A torcida espera que, em 2011, ano em que encerra sua carreira de jogador, Ronaldo possa fazer mais do que isso.