Desde a demissão de Adilson Batista, há cerca de 15 dias, o Santos reclama da falta de opções no mercado para substituir o treinador.
Agora, com Muricy Ramalho livre após sua saída do Fluminense, o clube paulista quer "dar um tempo" antes de investir no técnico que venceu quatro dos últimos cinco Brasileiros.
Às vésperas de enfrentar o Colo Colo em partida decisiva para as pretensões santistas na Libertadores, o Santos evita especular para não pressionar o interino Marcelo Martelotte, que comanda o time amanhã, no Chile.
A equipe é a terceira colocada em seu grupo, com dois pontos em dois jogos. Uma derrota em Santiago complicaria muito a classificação para as oitavas de final.
Na diretoria, o discurso é afinado. "Esta será uma semana muito importante e ainda não discutimos o assunto Muricy", afirmou o diretor de futebol Pedro Luiz Nunes Conceição. "Não é o momento de falar sobre isso", completou o vice-presidente Odílio Rodrigues.
O elenco também foi na mesma linha. "O Muricy é um técnico de ponta, mas cabe à diretoria decidir sobre isso", avaliou o capitão Edu Dracena. "Mas o Martelotte tem capacidade para continuar. Ele pode assumir o time", concluiu o zagueiro.
"O Martelotte está fazendo um excelente trabalho, e lutamos por ele. Já falei que ele é o nosso treinador e isso para a gente já está decidido", defendeu o goleiro Rafael.
Só Neymar teve atitude diferente. "Eu aprovo o Muricy, sim. É um excelente treinador, todos sabem da sua capacidade", declarou.
O presidente Luis Alvaro do Oliveira Ribeiro disse que só decidirá se tentará contratar Muricy ou não no domingo, após o confronto com o Bragantino, pelo Paulista.
O técnico afirmou que agora quer descansar por ao menos 30 dias antes de ouvir novas propostas de trabalho e negou que sua saída do atual campeão brasileiro tenha qualquer relação com uma suposta oferta santista.
No Fluminense, especulam-se os nomes de Adilson Batista, de passagem fracassada por Corinthians e pelo próprio Santos, e Caio Júnior, que no final de semana rescindiu seu contrato com Al Gharafa, do Qatar.