O Santos confirmou ontem (21) o desejo de contar com o técnico Muricy Ramalho no seu banco de reservas. Hoje (22) a diretoria do clube deve fazer o primeiro contato com o empresário do técnico. Mas, para fechar o negócio, precisará abrir os cofres. No Fluminense, Muricy recebia cerca de R$ 700 mil mensalmente. O valor é o dobro do que o clube pagava a Adilson Batista, demitido no final de fevereiro com só uma derrota.
A definição da diretoria santista frustra os planos do interino Marcelo Martelotte, que no período à frente do time declarou diversas vezes que estava pronto para ser efetivado. De fato, a manutenção do auxiliar como técnico da equipe era tida como uma opção viável, já que a diretoria não via nenhum treinador no mercado com o perfil que desejava para o clube. Mas a saída de Muricy do Fluminense, há dez dias, mudou o cenário na Vila.
A situação crítica do Santos no torneio, onde o time onquistou apenas dois pontos em três jogos, apressou a busca por Muricy, que disse que só voltaria ao trabalho em 30 dias. Ontem, porém, o técnico admitiu à rádio Bandeirantes que pode mudar de ideia. "Precisa me convencer de que o ambiente é muito bom. Porque eu peso isso. Isso pode mudar a minha maneira de pensar", afirmou ele.
Se chegar a um acordo com o clube, Muricy encontrará um Santos em situação bastante parecida com a do Fluminense quando o técnico deixou a equipe carioca. Os resultados do time ainda não fizeram jus ao dinheiro que foi gasto para a montagem do elenco que disputa a Libertadores, principal competição do semestre. Para avançar às oitavas sem depender de ninguém, o Santos precisa vencer as três partidas que lhe restam.