O presidente Andres Sanchez, do Corinthians, defendeu o atacante Adriano, novo reforço do clube, e criticou a saída do lateral Roberto Carlos, durante a gravação do programa "Roda Viva", da TV Cultura, que será exibido nesta segunda-feira, às 22h15.
"Todo cidadão tem que ter chance na vida. Quem não vai querer o Adriano? Só louco mesmo", afirmou o dirigente.
Nas passagens anteriores de Adriano por Roma, Inter de Milão, Flamengo e São Paulo, Adriano se envolveu em polêmicas e agitou os bastidores das equipes. Agora, quando se desligou da Roma, o Flamengo 'fechou as portas' para Adriano com a alegação de que o atleta não estava dentro da 'filosofia' do clube.
Andres negou que tenha a intenção de realizar a apresentação do atleta nesta terça-feira, dia que o São Paulo vai apresentar o atacante Luis Fabiano, contratado junto ao Sevilla, da Espanha.
"Não terá festa amanhã [para o Adriano]. Será durante essa semana ou na próxima", falou. "Não é justo fazer isso com o São Paulo", disse o dirigente, em tom de brincadeira.
O cartola falou que o atacante ganhará um salário de R$ 300 mil por mês, mas que ele poderá ganhar bônus que elevem o salário para R$500 mil.
Ele também falou que Ronaldo, ex-atacante corintiano, não trabalhará com agente de jogadores. "Ronaldo incentivou, sim, a ida de Adriano, mas deixou claro que não vai empresariar atletas. Vai assessora a imagem deles".
ROBERTO CARLOS
O presidente corintiano mostrou mágoa com Roberto Carlos pela forma com que saiu do clube e se transferiu para o Anzhi Makhachkala,da Rússia.
"Fiquei chateado pela maneira com que saiu colocando culpa na torcida. Ele saiu por causa do dinheiro", afirmou.
O jogador saiu do Corinthians depois da eliminação do time para o Tolima na fase preliminar da Taça Libertadores, depois dos protestos violentos de torcedores. Carros dos jogadores e de funcionários do clube foram quebrados e também houve um confronto de torcidas e polícia durante um treinamento da equipe.
Roberto Carlos falou que esses fatos pesaram em sua decisão de jogar na Rússia.
"A minha decisão não seria essa se não tivesse acontecido aquilo. O pensamento era de jogar mais um, dois anos no Corinthians", afirmou o lateral, em fevereiro, para a Rádio Bandeirantes.