O clube cogitou o Museu do Futebol e o Museu do Ipiranga para apresentar o atacante, mas desistiu de um e foi impedido de usar o outro.
Em um dos campos do centro de treinamento, Adriano beijou a bola, abraçou Andres Sanchez e posou com a mãe, Rosilda, a avó, Vanda, e o irmão Thiago.
Antes de começar a entrevista, microfone na mão, falou: "Queria pedir para pegarem leve nas perguntas".
O pedido não foi atendido. Adriano teve que responder sobre alcoolismo, depressão, o rompimento com Gilmar Rinaldi e os problemas que acumulou em sua carreira.
O atacante tentou usar um discurso conciliador. "Só depende de mim" foi a frase que mais vezes repetiu.
Não quis fazer projeções de quantos gols pode fazer neste ano. "Se eu não fizer, vem a cobrança", disse.
Também evitou polêmicas com a torcida. Na semana passada, cerca de dez corintianos penduraram faixas na entrada do CT contra a contratação de Adriano.
"A cobrança tem que existir. Mas posso garantir que dedicação e vontade não vão faltar", afirmou. "Os torcedores amam o clube, é normal."
O camisa 10 elogiou Liedson, centroavante titular do Corinthians, e o técnico Tite.
Adriano também evitou qualquer polêmica com Flamengo e São Paulo, clubes que já defendeu no Brasil.
"O Flamengo fez parte da minha vida. Agradeço aos flamenguistas pelo carinho, mas hoje sou corintiano."
E adiantou que não vai comemorar gol contra o São Paulo. "Eu devo isso a eles, porque me ajudaram bastante quando precisei", falou.
Andres Sanchez não gostou: "Com o tempo, a gente muda a cabeça dele"