Sem ele, o time passou em branco contra os colombianos e foi eliminado, algo que irrita Tite sempre que esse fatídico tropeço é lembrado.
"Não gosto do exemplo. Saímos da Libertadores, mas não preciso que fiquem me alertando que só estamos disputando um campeonato. Sei da minha realidade", falou ontem o técnico, que pode até perder o emprego se cair hoje contra o Oeste.
Liedson marcou seu último gol pelo Corinthians justamente contra o adversário que encontrará hoje.
Foi um 3 a 0 fácil, que seria seguido pelo anúncio oficial da contratação de Adriano.
A partir daí, mesmo com o Imperador impedido de atuar, boa parte das atenções do time se voltaram para o substituto de Ronaldo, o reforço que a diretoria também queria para o marketing.
Liedson, então, não balançou as redes contra o São Paulo (1 a 2), o Botafogo (0 a 0) e o São Caetano (1 a 2). A sequência de três partidas sem vencer, inédita na nova fase de Tite no clube, acabou com um 2 a 0 no Santo André, num jogo em que Liedson, entre outros, foi poupado.
Agora, o atacante luso entra em campo de novo sem a sombra de Adriano, com quem potencialmente dividiria o ataque no Brasileiro. O tendão de aquiles rompido deve deixar o Imperador apto a jogar só no final do ano.
Como não há tempo para mais reforços, e a hora da verdade chegou, Liedson vira de novo a referência maior. O duelo contra o Oeste, porém, promete ser mais difícil e tenso do que os 3 a 0.
"Se você analisar o placar do primeiro jogo contra eles, pode pensar que foi fácil, mas eles deram muito trabalho. O Oeste todo é um bom time", falou o goleiro Júlio César, um dos jogadores que foram mais cobrados na reta final da fase de classificação.
Hoje, a novidade é Bruno César, que tomou a posição de Morais. "O Oeste virá fechado. Não podemos nos desesperar."