"Posso confirmar que recebi uma carta de Jérôme Valcke (secretário-geral da Fifa), a qual já respondemos e reiteramos nosso compromisso de apoio à investigação. Vamos cooperar completamente", explicou Bernstein na quarta-feira à noite após conhecer o pedido de Joseph Blatter, presidente da Fifa, sobre as evidências que provem possíveis subornos.
Valcke enviou na quarta-feira uma carta pedindo toda a documentação que a FA disponha relativa ao caso, como gravações de conversas com os dirigentes envolvidos no suposto esquema. A Associação avisou que enviará um dossiê completo com os relatórios e as conclusões expostas na terça em uma comissão parlamentar do Departamento de Cultura, Meios de Comunicação e Esporte na Câmara Baixa britânica e assegurou que enviará o restante o mais rápido possível, assim que tenham sido elaborados.
David Triesman, denunciou supostos pedidos de suborno feitos por Jack Warner, um dos vice-presidentes da Fifa, Nicolas Leóz, presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), Ricardo Teixeira, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e Worawi Makudi (da federação da Tailândia). Teixeira avisou que irá aos tribunais contra o inglês.
Na mesma sessão parlamentar, o deputado Damian Collins expôs o relatório apresentado pelo jornal "Sunday Times" sobre uma investigação que aponta o camaronês Issa Hayatou e o marfinense Jacques Anouma, membros da Fifa, como beneficiados pelo pagamento de 1,5 milhão de euros (R$ 3,5 milhões) antes da eleição das sedes para as Copas do Mundo de 2018 e de 2022, realizada em 2 de dezembro de 2010.