O argentino, eleito pela Fifa duas vezes melhor do mundo, só não fez chover em terras inglesas. Correu, driblou, deu “canetas” nos adversários e levou os zagueiros do Manchester à beira da loucura. E ainda fez seu gol, aos 8min, e iniciou a jogada do marcado por David Villa, que garantiu o título aos 25min da etapa final.
Quem começou a festa azul e vermelha, no entanto, foi o jovem Pedro. Depois de uma jogada bem trabalhada no meio-campo, Iniesta fez lançamento milimétrico para o atacante, que bateu firme, de chapa, deixando o experiente goleiro Van der Sar estático: 1 a 0, aos 27min.
Como no futebol a justiça às vezes não prevalece no placar, o Manchester United aproveitou um dos raros lances de lucidez do craque Wayne Rooney para decretar a igualdade antes do intervalo.
Aos 33min, Rooney arrancou em direção ao gol e serviu Giggs, que devolveu para o 10 bater de primeira, no ângulo de Victor Valdés: 1 a 1 e promessa de mais emoção para a etapa final da grande decisão.
Os 45 minutos finais começaram exatamente na mesma toada. Sob a batuta de Messi, o Barcelona encurralou o Manchester United no campo de defesa e, em menos de três minutos, criou três chances para pular à frente no marcador novamente, mas pecou na finalização.
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Na hora em que a bola caiu no pé de Messi para o toque final, no entanto, a história mudou. Aos 7min, o argentino aproveitou rebote de chute de Daniel Alves e quase fez. Na sequência, não teve jeito. Messi recebeu de Iniesta, a defesa do Manchester abriu e o camisa 10 soltou o pé esquerdo, sem chances para o goleiro holandês: 2 a 1 e justiça no placar.
O belo gol em Wembley foi o 12º do jogador em 13 partidas disputadas na Liga, o que o colocou como principal artilheiro da competição pela terceira vez seguida. O argentino também entrou para a história como o maior goleador de uma mesma edição da competição, igualando o holandês Van Nistelrooy, que também marcou 12 vezes em 2002/2003.
O show do craque continuou após o gol e a marca histórica só não foi ampliada pouco depois porque faltou sorte ao camisa 10, que completou cruzamento para a área "de letra", mas viu a zaga afastar.
O Manchester não assimilou o golpe do segundo gol e viu o sonho do título ruir aos 25min, quando Messi, mais uma vez, fez jogada de cinema pela direita e serviu Busquéts, que tocou para David Villa. O camisa 7 tocou com categoria, por cobertura, e venceu pela última vez Van der Sar no jogo: 3 a 1 e quarto título europeu assegurado para um dos melhores times que o mundo já viu.