Mano só pôde contar com Ganso como homem de criação em seu primeiro jogo à frente da seleção, a vitória por 2 x 0 sobre os EUA em agosto de 2010, e desde então o treinador ainda não encontrou um substituto para o jogador do Santos, que sofreu duas contusões jogando por seu clube.
Renato Augusto, do Bayer Leverkusen, e Jadson, do Shaktar Donetsk, foram as últimas opções testadas na posição, mas ambos deixaram a desejar. Quem teve melhor rendimento foi Lucas, do São Paulo, ao entrar como substituto no segundo tempo contra a Escócia, em março. O jogador estará mais uma vez no banco contra os holandeses.
Mano, que ainda espera ter Ganso recuperado de uma lesão na coxa a tempo de jogar a Copa América da Argentina, em julho, vai utilizar Robinho e Neymar abertos pelas pontas, com Fred - de volta à seleção pela primeira vez desde 2007 - jogando como referência dentro da área.
O meio-campo será formado por Lucas Leiva, Ramires e Elano, com Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos completando a equipe. Júlio César será o goleiro.
"A gente mantém uma ideia tática, variando um pouquinho a característica porque a gente coloca o Robinho no lugar do Jadson. Robinho tem um pouco mais de característica de atacante do que armador, mas vamos fazer um balanço (defensivo), principalmente pelo lado direito", explicou o treinador em entrevista coletiva após o treinamento no estádio Serra Dourada.
A formação tática do Brasil será semelhante ao estilo de jogo tradicional dos holandeses, que também atuam com três homens de frente.