O treinador utilizou uma série de fatores extracampo para definir sua relação de 22 jogadores. Mano terá de cortar sete atletas. E disse não ter dúvidas sobre o grupo.
"[A convocação] leva em consideração tudo o que vivenciou. Leva em conta a capacidade, inclusive o que não teve tempo para mostrar. Leva em conta a situação física de cada jogador", disse.
"Não tenho dúvidas sobre a lista que apresentarei no dia 22", afirmou o técnico.
Há explicações para essa posição de Mano. Dois de seus potenciais titulares, Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato, estão sem jogar e em recuperação física.
O treinador disse ter as informações necessárias para definir a participação dos dois, embora não tenha dado detalhes sobre o tema.
"Só vai à Copa América se estiver pronto fisicamente. Levaremos em conta o que temos até aqui e a projeção de mais uns dias", disse.
Ganso foi exaltado como seu preferido para a camisa 10. Mas Mano ressaltou que o meia tem que mostrar isso em mais jogos na seleção: só fez uma boa partida. E usou o chavão para alertar o santista: "O futebol é dinâmico".
Outro motivo para Mano minimizar as atuações nos amistosos é o fato de não poder usar todos os jogadores.
Contra a Romênia, o técnico reivindica fazer seis alterações, além da substituição para a saída de Ronaldo.
No time titular, a dúvida é entre Henrique e Elano. Outras seis substituições são por conta de cortes para poupar atletas desgastados.
Mais um sinal de que a convocação já está praticamente pronta é que Mano anunciará a lista ainda no vestiário para os jogadores.
A relação completa será exibida em uma TV poucos minutos após o amistoso, segundo disse a CBF.
Apesar das dicas de Mano, os jogadores sem vaga garantida se mostram esperançosos no jogo do Pacaembu.
"A gente tem que entender que o momento é do Ronaldo. Mas o jogo é importante para quem busca espaço", afirmou Henrique. "Para quem quer uma vaga na Copa América, é uma boa oportunidade", disse Sandro.
Mas são aqueles que forem escolhidos para a Copa América que podem ganhar pontos, de fato, rumo à Copa-2014. Para Mano, atuações em partidas oficiais têm peso bem diferente do desempenho dos jogadores em amistosos.