Como iniciar uma nova história se as lembranças da última decepção são tão recentes, é o principal dilema da Seleção Brasileira que se reencontra em Stuttgart, para o amistoso de amanhã (10) contra a Alemanha, três semanas depois da eliminação nas quartas de final da Copa América para o Paraguai. E a impressão é de que o jogo será um prolongamento do torneio sul-americano.
Diferente de fracassos em que há uma ruptura de comando técnico e da filosofia de trabalho, consequência usual de fiascos no futebol, desta vez tudo parece igual. O técnico ainda é Mano Menezes e 15 dos 23 jogadores que estiveram na Argentina se reencontram na Alemanha. Para completar, o time titular esperado para o amistoso só não será o mesmo porque Lucas Leiva está suspenso.
"Tem jogo que vai ficar marcado na sua carreira. Nesta horas tem que ter controle emocional e psicológico para mostrar que é jogador de Seleção Brasileira. É em um momento como esse que temos que mostrar força", disse o goleiro Júlio césar com a experiência de ter superado momento até mais doloroso com o fiasco na Copa do Mundo de 2010.
"A pressão é grande. Se tiver uma vitória contra a Alemanha com certeza a pressão vai diminuir e a desconfiança vai acabar em cima dos jogadores. Tá na hora sim (de ganhar de um grande). Quando tivemos adversários fracos, vencemos. Mas precisamos de uma vitória contra um grande para engrenar de vez", disse o volante Ramires.
Em 12 jogos pela Seleção Brasileira, Mano Menezes coleciona seis vitórias, quatro empates e duas derrotas. O problema é que o Brasil fracassou nos clássicos contra França e Argentina e não conseguiu passar pelo Paraguai por duas vezes, nem pela Holanda. Dos demais adversários, o único que de alguma forma poderia complicar o Brasil, os Estados Unidos, vinha de uma Copa do Mundo desgastante e teve um rendimento pífio no amistoso de agosto de 2010, na estreia de Mano.