O jogador de 26 anos esteve com a seleção no período de treinos realizado em Barcelona em 2010, já com Mano Menezes. Mais tarde, sofreu uma lesão grave e foi obrigado a enfrentar seis meses de recuperação fora dos campos, em eventualidade que brecou sua sequência na equipe nacional.
Para surpresa de muita gente, especialmente para quem vê o futebol ucraniano quase como uma coisa de outro mundo, Fernandinho reapareceu na seleção no último amistoso contra a Alemanha. Foi titular do meio-campo, vestiu a camisa 11 e deixou Paulo Henrique Ganso no banco.
"Logo após os treinamentos em Barcelona, tive essa lesão e fiquei parado. Nesta temporada voltei a jogar no padrão que tinha atingido antes. Tive a oportunidade contra a Alemanha e agora a segunda na seleção. Essa pausa pode ter considerado é uma surpresa. Mas é o que eu tinha na cabeça, que ia chegar para jogar", afirma o jogador do Shakhtar Donetsk.
Uma das cenas mais comuns nos treinos da seleção em Londres antes do jogo com Gana acontece quando algum jornalista estrangeiro aborda um colega brasileiro para perguntar quem é o jogador do time titular que está ali no meio-campo, ao lado do volante Lucas. Este é o ônus de atuar em um mercado pouco conhecido, mas Fernandinho fala de sua escolha pelo Shakhtar com a mesma convicção de sua postura na seleção.
"Eu escuto muitos dizerem que o Shakhtar não é conhecido, principalmente no Brasil. Mas pelos títulos que já conquistamos (inclusive uma Copa da Uefa) e pelo tanto de brasileiros que temos, nove deles, a gente chama a atenção. Já tive propostas para sair de lá, mas acabei renovando. É um clube que pensa em grandes coisas e eu quero fazer parte dessa história", declara.
Campeão mundial com a seleção sub-20 em 2003, num time que também contava com Daniel Alves, Fernandinho pavimentou sua chegada à equipe principal do Brasil graças a uma decisão arrojada em seu time na Ucrânia. Em 2009, o jogador se reuniu com o técnico romeno Mircea Lucescu e comunicou sua decisão de passar de um meia para volante, como segundo homem do setor. "A partir daí o nosso time teve uma crescente. Foi uma mudança muito boa para mim", diz.