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Brasil e Argentina experimentam novatos em Superclássico

14 de setembro 2011 - 11h41 Por Redação Douranews, com Terra
Brasil e Argentina experimentam novatos em Superclássico

Com seleções formadas nos últimos anos predominantemente por jogadores que atuam fora do país, Brasil e Argentina têm a oportunidade de testar suas "forças caseiras" a partir de hoje (14) quando começa o Superclássico das Américas (Copa Roca), às 21h50 (20h50 de MS), no estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba.

Reedição da Copa Roca, o torneio permite a utilização apenas de jogadores que atuam em times nacionais, situação que, consequentemente, expôs as diferenças encontradas no futebol dos países. Enquanto o Brasil presencia um fortalecimento econômico dos clubes, o que tem permitido a permanência de estrelas, a Argentina continua mais desprotegida do assédio europeu e vê uma escassez de novos talentos atuando em seu território.

Prova disso está na formação titular do duelo desta quarta-feira. São seis jogadores com mais de 29 anos, quatro na casa dos 25 e apenas um, o meio-campista Héctor Canteros, do Vélez, com 22 anos. As duas maiores estrelas do futebol do país no momento, Riquelme e Verón, já passaram da casa dos 30 e aumentariam ainda mais a média de idade se não fossem cortados por lesão.

No time brasileiro, apesar das presenças dos trintões Ronaldinho, Kleber e Renato Abreu, o time titular conta com Danilo e Neymar com menos de 20 anos e o restante dos jogadores na faixa dos 25. No grupo, são nove atletas com idade olímpica, muitos que permaneceram no Brasil graças à possibilidade de seus clubes recusarem propostas tentadoras da Europa.

"Hoje vivemos uma outra situação. Se fizéssemos essa convocação há quatro anos, seria maior a dificuldade de achar jogadores. Existe diferença econômica entre os países e no Brasil já temos uma situação que minimizou bastante a perda de jogadores. Isso é positivo porque você inicia do zero uma formação", disse o técnico brasileiro Mano Menezes.

O técnico, no entanto, não quer ouvir falar de favoritismo. "Cresci no Rio Grande do Sul e lá aprendemos que não tem favorito. Quem assume isso (o rótulo de favorito) acaba chamando responsabilidade. Não vai faltar disposição da Argentina, e aqui também não pode faltar. Se acomodar em cima de um favoritismo teórico seria o primeiro passe para perdermos".