Torcedores do Ceará, do Campinense e do Guarany de Sobral enumeram indícios de que o Fortaleza contou com ajuda do CRB para goleá-lo por 4 a 0 em casa e escapar do rebaixamento, sábado (17), na última rodada da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Versões, vídeos e suspeitas se espalharam na internet e em programas esportivos. Mas o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não tomará a iniciativa de investigar essa história.
" Não, estou esperando as equipes apresentarem as provas no tribunal. Quem tiver interesse que entre no tribunal. Não tenho nada, só tenho rumor de imprensa e fala daqui, fala de lá. Não tenho nenhuma prova. Eles que têm que reunir provas e mandar para o tribunal", afirmou o procurador do STJD, Paulo Schmitt.
Como o Campinense derrotou o cearense Guarany na paraibana Campina Grande por 1 a 0, o Fortaleza precisou igualar seu saldo de gols e evitar o descenso no critério de número de gols marcados, diante do alagoano CRB, que já estava classificado.
O Guarany tem interesse na punição ao CRB para ficar com uma das duas vagas do grupo à segunda fase da competição. O líder América de Natal, que folgou na derradeira rodada, é o único fora da polêmica nesta chave. Os torcedores do Ceará, da primeira divisão, entram na discussão por causa da rivalidade com o Fortaleza.
Schmitt minimiza a informação de que o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca, da Fifa e do Rio de Janeiro, teria escutado diálogos entre os jogadores do tricolor cearense e do alvirrubro alagoano sobre o andamento do outro jogo na Paraíba.
"Bom, (o árbitro) ouviu conversa... Todo mundo quer saber o placar do outro jogo porque depende dos resultados. Essa conversa e nada são a mesma coisa. Se ele ouvisse: "Olha aqui, você me entrega o jogo, então tá, aquele dinheiro que te prometi, beleza"... Não foi essa a conversa ouvida. Foi só: "Quanto é que tá o outro jogo?", retrucou Schimitt.