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Corintiano, representante GLS repudia piada sobre São Paulo

23 de setembro 2011 - 13h30 Por Redação Douranews, com Terra
Corintiano, representante GLS repudia piada sobre São Paulo

Corintiano e boleiro assumido, o presidente do Comitê Desportivo das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais brasileiro (CDG Brasil), Érico Santos, repudiou a declaração do diretor de marketing do seu time do coração, Luis Paulo Rosenberg, que fez piada associando o rival São Paulo ao canal fechado For Man, direcionado ao público homossexual. Em palestra na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Rosenberg afirmou, irônico, que achava ser o alvinegro o primeiro clube brasileiro a ter TV exclusiva, mas, segundo "más línguas", o São Paulo seria o pioneiro, pois tinha o For Man.

"Todo tipo de manifestação que não seja uma manifestação séria, que seja simplesmente uma piada ou para achar graça do outro, é uma manifestação negativa. Neste caso, não só por parte do time, mas também da pessoa que fez esse tipo de comentário. Ela representa uma grande equipe de futebol e deveria pensar antes de falar. Eu sou corintiano, torço pelo Corinthians, e fiquei triste. Ele foi infeliz", criticou Érico Santos.

Ele acrescenta que declarações do tipo incentivam a violência contra a população LGBT.

"Enquanto as pessoas deixarem de ter respeito uma pelas outras, infelizmente, não só o preconceito não vai acabar, mas a violência também. Usar a homossexualidade para fazer piada é uma coisa que não aceitamos. Enquanto existirem essas piadas, a sociedade vai continuar do jeito que está. Justamente por ser alguém da área de marketing, ele (Rosenberg) deveria ter uma visão um pouco mais ampla".

Santos, que no ano passado fundou o primeiro time amador do país com jogadores assumidamente homossexuais - o projeto não vingou -, fez alusão à escola de samba Gaviões da Fiel, vinculada à maior torcida organizada do clube, para reforçar a necessidade de respeito aos LGBTs.

"Eles não podem se esquecer que o carnaval de São Paulo é praticamente produzido por gays. São eles que fazem acontecer. O Corinthians deveria estar acostumado a lidar com os gays, que são a base do carnaval. Deveria, mais do que nunca, ter respeito".