Se o time vive péssima fase [quatro derrotas seguidas e oito jogos sem vitórias], os números ruins do setor ofensivo são uma constante durante todo o Brasileirão. Segundo pior ataque da competição, com 37 gols [só melhor que o Atlético-PR, que marcou 33 vezes], o Palmeiras só marcou mais de dois gols em sete das 33 partidas jogadas. Curiosamente, o artilheiro do time é justamente um dos jogadores mais contestados do elenco: Luan, com oito tentos.
Luiz Felipe Scolari vem tentando – sem sucesso – corrigir o setor. Já testou diversas formações e criou até treinos específicos para os atacantes. Tudo para ver se a equipe reage e consegue ao menos uma vitória nas últimas quatro partidas para afastar qualquer possibilidade de rebaixamento. O treinador admitiu que o clima no elenco é de apreensão.
“Estamos com alguns jogadores tendo de superar dificuldades que nunca viveram, então a cobrança tem de ser diferente. Se aparecesse um ou dois resultados bons, tudo mudaria, mas, como não tem acontecido, aumenta a ansiedade, a dificuldade em algumas jogadas, o gol parece que fica pequeno e qualquer balão do adversário é contra-ataque”, lamentou o comandante.
Três jogadores chegaram durante a competição com a missão de melhorar o desempenho ofensivo, mas até agora estão fracassando com o resto do elenco: Fernandão, Ricardo Bueno e Wellington Paulista (que já deixou o clube). Os demais atletas têm características de velocidade e atuam pelo lado do campo.
Sem marcar no ataque, resta então confiar no excelente desempenho da defesa [36 gols sofridos, superado apenas pelo Corinthians, que foi vazado 34 vezes] para conseguir resultados magros que garantam o clube na elite e permitam um planejamento feito com mais critério para o ano que vem.
Se a torcida espera uma reformulação total para 2012, os números não deixam dúvidas por onde a diretoria deve começar. A procura por André Lima mostra que a diretoria entendeu o recado.