Contando os dias para o embarque rumo ao Japão, onde disputa o Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, o Santos deve realizar diante do Bahia, neste domingo (27), às 17 horas (16 de MS), na Vila Belmiro, a última partida da equipe titular antes do torneio internacional. O confronto, válido pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, também irá marcar a despedida do time alvinegro de seu estádio nesta temporada, informa o Terra notícias.
O volante Henrique, presença certa na equipe, não quer saber de resultado diferente da vitória: "Nós queremos terminar bem o Brasileirão, vencendo. Esse é o objetivo do nosso último jogo antes do Mundial. Esperamos contar com o apoio do torcedor, para apresentarmos um bom futebol contra o Bahia e vencer", disse.
Para o atacante Borges, cuja artilharia está ameaçada [o centroavante santista tem 23 gols, mas Fred, do Fluminense, se aproximou e já tem 20 gols marcados], apesar da ansiedade pela viagem para o Mundial, o Santos precisa de ritmo de jogo. Dessa forma, a partida contra o Bahia é uma oportunidade valiosa. "Isso (Mundial de Clubes) não sai da cabeça. Quanto mais os dias passam, a ansiedade fica maior. Estamos cada vez mais pensando nisso. Só que, como diz o Muricy, precisamos trabalhar para controlar a ansiedade e, também, para não termos surpresas lá (no Japão)”, afirmou.
Durante a semana, outro tema polêmico foi a utilização ou não do time titular no confronto, principalmente após a lesão sofrida pelo volante Adriano, o cão de guarda da defesa santista, que será operado no tornozelo direito e, por conta disso, está fora do Mundial. Sem entrar no debate, o técnico Muricy Ramalho confirmou força máxima. Irá escalar o meia Elano, recuperado de uma lesão na coxa direita, em sua vaga. Desta forma, Henrique e Arouca terão que ter mais cuidado com a marcação no meio-campo.
Já no Bahia, 15º com 42 pontos ganhos, a ordem é buscar a vitória jogando na Vila Belmiro, mesmo com o adversário atuando com a sua força máxima. Em discurso inflamado, o goleiro Marcelo Lomba foi enfático: "Não vamos lá para jogar a despedida do Santos. O Bahia vai estar jogando a vida e qualquer dividida de bola vai ter que ser nossa. Vamos ter que botar o pé firme e vamos lá representando oito milhões de torcedores e um clube que merece ficar na Série A".