Uma das cobranças de Luiz Felipe Scolari para a diretoria do Palmeiras é a montagem de um elenco mais equilibrado para 2012. Usou o exemplo do Vasco, que teve bom desempenho dosando jogadores no Brasileirão e na Copa Sul-Americana, com reservas e titulares em situações similares.
Há “buracos” a serem tapados no elenco, principalmente na equipe titular, mas também no banco de reservas. A falta de opções, na avaliação da comissão técnica, desequilibrou a equipe ao longo de 2011.
Se Valdivia não esteve à altura quando jogou, a perda foi ainda maior sem ele. Patrik foi a única opção na maior parte do ano, antes da contratação de Pedro Carmona.
A equipe sofreu com a falta de substitutos para Kleber, Cicinho e até Gabriel Silva, lateral-esquerdo que nunca empolgou (ler abaixo).
"Esse é o cenário ideal: ter um elenco equilibrado, um banco mais consistente. Sem dúvidas, essa é a nossa ideia", afirmou o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo.
A lesão de Thiago Heleno, que só terá condições de jogar em abril, força a reposição de um zagueiro já para janeiro. Edson Silva, do Figueirense, aparece hoje como uma opção.
Desde o fim do Brasileirão, a direção também busca um reserva para Cicinho. Jonas negociou, mas escapou e acertou com o Santos.
William, do Avaí, tem o mesmo perfil de um “bom reserva”, assim como Vitor Júnior (outro que esteve perto, mas fechou com o Corinthians). Juninho, único contratado, chega para ser titular na esquerda.
O ataque e o meio de campo são as principais carências da equipe: são em tais posições que a direção batalha pelos reforços experientes cobrados por Felipão. Está difícil.
A comissão técnica avalia que a chegada de cinco reforços, da lista de Felipão, deixará o grupo com o equilíbrio que faltou neste ano.