Mais maduro e sempre desfilando o futebol elegante que o consagrou desde a base como um talento em extinção, o meia Thiaguinho passa férias em Dourados, sua cidade natal. Contente com o bom desempenho apresentado pelo Dragão no Brasileirão 2011, tendo garantido uma das vagas na Copa Sul-Americana, o meia divide a felicidade com os pais, esposa, filhos João e Joaquim, familiares, amigos, e também por ter renovado contrato com o rubro-negro goiano por mais uma temporada.
“Estou vivendo um momento muito bom profissionalmente falando e espero continuar buscando meu espaço no cenário esportivo nacional e agora internacional, juntamente com meus companheiros”, salienta Thiaguinho.
Antes do Atlético Goianense, Thiaguinho defendeu as cores do Brasília e do Remo do Pará. Disse ter aprendido muito, principalmente pela oportunidade de conviver com grandes nomes do futebol brasileiro, como Gilmar Fubá, Junior Baiano, Aloísio, dentre outros, além de bons treinadores.
Ele entende que tudo na vida serve como aprendizado. Thiaguinho deixou a casa dos pais muito novo, com apenas 13 anos de idade, depois de ser aprovado numa peneirada realizada em Dourados no Estádio da Leda na década de 90.
Nessa época surgiram nomes como Danilinho, os irmãos Adriano e André Alves, Carlos Ashiley, André Matheus, Lucas Cabral, Paulo Vitor, Christhian, Andrezinho, entre outros. Ele fez parte de um grupo formado por 18 garotos que foi levado para o America em São José do Rio Preto. Mesmo não sendo aproveitado no time do então técnico Cilinho, o meia não se acomodou e partiu em busca de seu ideal, ser jogador de futebol.
Teve apoio dos pais João Matos e Luiza e do mano Gabriel para se aventurar nesse mercado. Hoje com 27 anos, olha para trás e se enche de orgulho por ser conseguido ultrapassar os obstáculos. No último jogo do Campeonato Brasileiro do Atlético contra o America Mineiro, o craque estraçalhou em campo, sendo um dos destaques da partida.
“ O Atlético é um excelente clube, respeita os profissionais e possui uma excelente infra-estrutura social e administrativa”, adianta.
“Quantas vezes ele nos telefonava chorando, querendo vir embora”, lembra o pai Joãozinho ao lado da mãe Luiza. “Corta o coração de qualquer mãe deixar o filho sair de casa para jogar futebol, independente do time ser grande ou pequeno, a saudade é a mesma”, diz dona Luiza.