Na "Nota com indicações pastorais para o Ano da Fé", divulgada hoje pela sala de imprensa do Vaticano, a Congregação para a Doutrina da Fé, ressalta que a celebração pretende "contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé".
O objetivo, segundo a congregação, é fazer com que "todos os membros da Igreja sejam testemunhas confiáveis e alegres do Senhor ressuscitado, capazes de indicar a muitas pessoas a procura da porta da fé".
A nota recorda que o Ano da Fé coincide não só com os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, presidido pelo papa João XXIII, em 11 de outubro de 1962, como com o 20º aniversário da promulgação da Catequese da Igreja Católica por parte do papa João Paulo II, em 11 de outubro de 1992.
Segundo a congregação, o Concílio "quis aprofundar a íntima natureza da Igreja e sua relação com o mundo contemporâneo", enquanto "depois do Concílio, a Igreja se empenhou na recepção e na aplicação de seu rico ensinamento, em continuidade com toda a Tradição, sob a guia segura do Magistério".
O documento da congregação afirma que desde o início de seu Pontificado, Bento XVI "se empenhou" por uma "correta" compreensão do Concílio, "rebatendo como errônea a consideração 'hermenêutica da descontinuidade' e da ruptura".
Em seu lugar, Joseph Ratzinger procurou promover a compreensão do Concílio como uma "renovação da continuidade", o que ele mesmo chamou de "hermenêutica da reforma".