O Palmeiras abre 2012 com quase R$ 1,5 milhão "sob investigação" por causa de problemas que se arrastam desde o ano passado. Dois casos chamam atenção.
O mais debatido internamente e que já tem até um relatório feito é o do "sumiço" de R$ 290 mil. Antônio Carlos Corcione e Pedro Renzo, dois conselheiros que são advogados e prestavam serviços ao Palmeiras na época, foram os principais investigados para entender como o montante não aparecia no balancete do clube.
A conclusão do caso, no entanto, encalhou nas mãos dos membros do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube.
Para não deixar o caso cair em esquecimento, sócios se mobilizam para pressionar o presidente Arnaldo Tirone para que alguma providência seja tomada. Um grupo mais radical estuda colocá-lo até como conivente em um processo que correrá na Justiça Comum e pode ter o envolvimento do Ministério Público na investigação.
Tanto Corcione quanto Renzo alegam ter o recibo assinado pelo então diretor financeiro, Francisco Busico, comprovando que os quase R$ 300 mil em dinheiro vivo já foram entregues para o clube. Há a suspeita de que a verba tenha sido usada para o chamado "bicho molhado", quando os jogadores recebem prêmio pela vitória em dinheiro vivo, já no vestiário. Caso essa despesa constasse no balancete do clube, seria necessário que impostos fossem pagos.
Outro caso que causou a mobilização interna envolve os nomes do diretor jurídico, Piraci de Oliveira, do vice-presidente financeiro, Walter Munhoz, e do gerente financeiro, Marcos Bagatella. Eles foram avisados 70 dias antes do vencimento das três parcelas pelo ex-gerente administrativo Sérgio do Prado que as parcelas da rescisão do atacante Ewerthon precisariam ser pagas para evitar que a parte da multa referente a direitos de imagem, estipulados em R$ 600 mil, não dobrasse.