O volume de crédito dos bancos cresceu 19% em todo ano passado, atingindo a marca inédita de R$ 2,02 trilhões em dezembro, o equivalente a 49,1% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta sexta-feira (27). Com isso, houve desaceleração frente ao ritmo de crescimento registrado em 2010, que foi de 20,5%.
De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, essa desaceleração do crédito se deve, basicamente, à menor busca por crédito pelas pessoas físicas, aos menores desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a um ritmo menor de expansão do crédito imobiliário.
"O ritmo menor do crédito para pessoa física é explicado pela desaceleração do crédito consignado, que havia crescido 36% em 2010, e que registrou expansão de 16% no ano passado. E, com o mesmo nível de relevância, para aquisição de veículos, que havia subido 49% em 2010, e que avançou 23% no ano passado. Isso se deve às medidas macroprudenciais [aumento do compulsório no fim de 2010 e das exigências de capital dos bancos para estes empréstimos], assim como o aumento dos juros básicos da economia no primeiro semestre do ano passado", disse Maciel, do BC.