"Não podia fazer uma parceria com os ingleses. Lá seriam hooligans ou chá da tarde. Também não daria no Japão. A similaridade da nação Corinthians é a chinesa, um povo extremamente emotivo, trabalhador, sofrido", discursou o vice-presidente Luis Paulo Rosenberg, lutando para garantir que a parceria é com visão futebolística. "É triste eles não terem um futebol à altura do ping-pong, do badminton, do tênis de mesa. Queremos levar o talento lá e trazer os jovens para se aprimorarem aqui. O primeiro passo é a vinda do Zizao. Eles são loucos como a gente. Apaixonados por futebol. Imagine quando descobrirem tudo isso? Vou vender mais camisas lá na China do que aqui."
O mercado asiático consome grande parte das 2,5 milhões de camisetas de Real Madrid, Barcelona e Manchester United vendidas por ano. Ciente desse atrativo mercado, o Corinthians espera bater, na Ásia, seu recorde de vendas de uma camiseta. Foram 1,5 milhão de peças negociadas na campanha "Eu Nunca vou te Abandonar", em um ano no País.
"Os europeus não abrem seus faturamentos, mas um time como o Real Madrid pode fazer entre 15 e 20 milhões só em amistosos pelo mundo", afirma Amir Somoggi, diretor da área de consultoria esportiva da BDO (especializada em estudos de mercado). "E muito mais com produtos. Na minha opinião, a estratégia do Corinthians tinha de ser o contrário. Ir até lá primeiro e conquistar o chinês. Mas é o único daqui que faz essa jogada."