Todo o trabalho preparatório realizado pela comissão técnica do Sete de Dourados, sob o comando do técnico Amarildo Carvalho e pelo preparador físico e de goleiro Everton Paulista e José Luiz, com s atletas que foram convocados para viajar para Chapadão do Sul pode ter ido por água baixo, após a denúncia, obtida na tarde desta segunda-feira (16), que alguns deles foram vistos supostamente num pagode que estava sendo realizado em uma lanchonete da cidade.
No jogo de volta e decisivo para a classificação do time de Dourados contra a Serc (Sociedade Esportiva e Recreativa Chapadão), de Chapadão do Sul, na tarde de domingo (15), a equipe douradense que precisava vencer por qualquer placar realizou um primeiro tempo pífio e com isso acabou sucumbindo por 3 a 0 e deu adeus a competição que dá ao campeão e ao vice uma vaga para a Copa do Brasil do ano que vem.
A informação de que realmente alguns atletas do Sete de Dourados foram vistos na madrugada de sábado (14), mesmo sabedores que o embarque da delegação para Chapadão do Sul seria às 5 horas da madrugada do mesmo dia, chegou ao presidente do clube, Benjamin Barbosa, através do assessor de imprensa do Sete, o jornalismo Waldemar Gonçalves – Russo, porém, o dirigente afirmou que prefere “desconsiderar” essa situação.
“Já estamos fora, os nossos sonhos de ir no ano que vem para a Copa do Brasil ficaram pelo meio do caminho. Se este ou aquele jogador pecou ao ir para a gandaia, com certeza eles não prejudicaram só a mim e a diretoria, mas sim a cozinheira, a mulher que lavava a roupa deles, a comissão técnica e o pior, a maioria dos companheiros que assim como eles vieram para cá com um propósito, de trabalhar para conquistar no mínimo uma das vagas da Copa do Brasil. É a vida que segue”, limitou-se a dizer o presidente.
De táxi
É o próprio Russo quem relata o “flagrante” que teria sido, não fosse a coincidência de horários, o fato dele estar aguardando o ônibus que levaria a delegação douradense até Chapadão do Sul, na madrugada de sábado, quando avistou um táxi chegando na república onde os jogadores se hospedam, com o atacante Tardelli e o meia Cleudson. Era aproximadamente 5h15 da manhã, segundo ele.
“A princípio - relata o jornalista – avaliei que os dois atletas estariam vindos do hotel Ipê, local onde os convocados para os jogos no “Douradão” sempre se concentravam e por isso não dei importância ao fato e por esta razão nem levei ao conhecimento da comissão técnica, bem como da diretoria naquele momento”.
Agora, com a desclassificação, a diretoria precisa avaliar melhor antes de compor o grupo e possa contar com profissionais “que respeitem a cidade, a camisa do clube, enfim, que correspondam dentro de campo e também fora dele com mais dignidade”, conclui o jornalista.