Goleiro que foi titular do Grêmio em 2007, Sebastian Saja tem uma tática para ser um capitão melhor em seu atual clube, o Racing. O experiente jogador, de 33 anos, lê "coisas" de Ernesto Che Guevara e Fidel Castro para se preparar para falar com os mais jovens e ser um líder melhor.
Em entrevista à revista NosDigital, Saja disse que começou a "ler coisas de Che" há um ano, gostando muito. Ele ainda contou que, após um técnico vê-lo lendo esses livros no avião, presenteou-lhe com uma obra relacionada a Che e outra a Fidel Castro.
Saja classificou ambos, que participaram na Revolução Cubana que culminou na derrubada do militar Fulgencio Batista em 1959, como "figuras que transcenderam todas as barreiras". O goleiro analisou que as pessoas, concordando ou não com as ideias de Che e Fidel, têm "muitas coisas" a aprender com essas personalidades.
Saja ainda ressaltou que Che Guevara, embora pudesse ter ficado satisfeito com a tomada do poder e a consequente transformação de Cuba em um país comunista, tentou implementar seus ideais na África e na América do Sul. O goleiro comparou essa história ao futebol, avaliando que seria como ganhar a Copa do Mundo e saber que não se terminou tudo, porque "sempre há mais coisas para jogar e mais partidas para ganhar".
O goleiro, que disse ver em Che um "líder positivo" que sempre "quer mais", admitiu que ainda não conseguiu influenciar os atletas mais jovens do Racing a ler livros desse tipo. “Por ora, eles estão jogando videogame ou cartas”, nas palavras do veterano.