A ordem no Corinthians é não iludir o torcedor. Mesmo que o atacante seja o grande sonho de consumo desde o meio do ano, a diretoria do clube prefere não divulga abertamente o interesse pelo craque Pato, do Milan, com medo de o negócio dar para trás.
Ciente de que é uma negociação difícil, que envolve altos valores, e ainda com o pé atrás após uma série de contusões do atacante na Itália, o Corinthians diz que "a conversa sobre o Pato é embrionária”.
“É como quando você quer namorar uma mulher: primeiro dá uma sondada, descobre onde ela mora, pega o telefone, conversa com as amigas, vê do que ela gosta, procura saber se há o interesse. Depois, convida para o jantar, que pode ser bom ou não. De repente, você precisa investir em outros jantares para ter êxito. Só então vira namoro. Depois, você fica noivo e casa. Tudo tem seu tempo", foi a analogia do presidente Mário Gobbi, que vai se encontrar quarta-feira (26) com Adriano Galliani, vice-presidente do Milan.
Ciente de que no mundo do futebol as coisas mudam muito rápido, o presidente ordenou que seus diretores evitem expor o negócio e que nenhuma estratégia de marketing seja revelada apesar de ele ser a aposta para alavancar ainda mais as vendas de produtos licenciados. Desde Ronaldo, o clube não consegue alguém capaz de agitar o mercado, a venda de camisas.