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Times que visam a série A praticam assédio a jogadores de clubes da B

08 de outubro 2013 - 20h05 Por Waldemar Gonçalves - Russo
Times que visam a série A praticam assédio a jogadores de clubes da B

Nem bem o Campeonato Estadual da série B deste ano terminou e alguns técnicos, preparadores e principalmente jogadores já estão sendo assediados por clubes que estarão disputando em janeiro próximo a série A da mesma competição

O assédio a uma pessoa de boa qualidade, em especial a um jogador de futebol profissional correto e sério tanto no campo como fora dele e que esteja disputando uma competição como a série B que atualmente está na segunda fase que é decisiva para os seis clubes que estão nela, embora seja vista como “normal” para alguns que militam no futebol, em especial aos empresários e principalmente aos supostos diretores de futebol de clubes, para uma grande maioria trata-se de uma atitude antiética.

“Eles chegam e se aproximam e fazem a proposta para que eles joguem para a sua equipe na série A e isso acaba mexendo com a cabeça dos atletas que acabam perdendo assim o foco na competição na qual estão disputando. Isso é muito ruim para o futebol, pois o correto e ético seria eles esperarem encerrar essa competição e aí sim procurar pelo atleta na qual tem interesse e fazer a proposta” disse um dos diretores de um clube que participa da série “B”, revelando que pelo menos cinco atletas da equipe dele já foram convidados por uma pessoa que estava no Douradão no sábado (5) à noite, para que assim que encerrar a série B, que fosse à sua procura em Campo Grande, pois os mesmos seriam empregados numa equipe que ela estará fazendo parte da comissão técnica.

Os técnicos

Dois técnicos de futebol confirmam que, embora também considerem antiético, o assédio a jogadores antes do fim de uma temporada para a outra “infelizmente é uma prática comum no futebol, em especial no sul-mato-grossense”.

Carlos Zanim de Almeida, do Coxim, clube que ainda tem chance matemática de se classificar para a final, o que levaria à equipe para a primeira divisão de 2014, cita que tem certeza que pelo menos quatro atletas de sua equipe já estariam supostamente empregados na série “A” do ano que vem. “Os caras não esperam nem acabar a competição e já dão em cima de atletas do nosso clube, inclusive com propostas acima do que a gente pode assumir”, acrescentando que pelo menos cinco atletas dele já teriam sidos sondados por outros clubes que irão disputar a série “A” do ano que vem. “Disso não tenho nenhuma duvida, pois jogadores como o Paulo Tocantins, Vit, Cisse, Macarrão, Oliveira, Bruno, Julian entre outros, com certeza receberão propostas para trabalhar na primeirona do ano que vem”, disse o mandatário coxinense.

Já Douglas Ricardo, do Ubiratan Esporte Clube, alega não ter conhecimento, até o momento, de assédio aos seus jogadores, porém não duvida de que alguns deles já tenham sido, mesmo que seja via celular, seduzidos a deixar o Ubiratan e ir para outro clube que estará na série “A” do ano que vem. “Acho isso antiético e eu particularmente não assediaria jogador que estaria atuando numa fase decisiva como estamos no momento para levar para o clube na qual estarei comandando na séria “A”. Com certeza esperaria acabar essa competição e aí sim, buscaria manter contato com aquele que me agradou tanto dentro como fora de campo na série B. Assédio é uma coisa antiética e faz muito mal para todas as coisas, não só no futebol”, diz ele.

No caso do Ubiratan por exemplo, o treinador diz que foi montado um projeto de médio a longo prazo “e esperamos levá-lo adiante, principalmente se conquistarmos a vaga para a série A do ano que vem. Se isso acontecer, ou seja, o Ubiratan entrar para a série A do ano que vem, com certeza vou buscar manter o maior número possível deste grupo, pois confio e muito na capacidade de cada um deles, e claro, da minha comissão técnica”, disse o experiente técnico.