Eu já esperava perder, mas não de 5 a 0”, confessou o presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa, após ver a equipe rebaixada à Série B no "tapetão”. Antes da sessão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), o advogado da Lusa, em entrevista ao Terra, não demonstrava, igualmente, muito otimismo: “seja o que Deus quiser”.
Na tarde desta segunda-feira (16), os auditores do STJD entenderam ser uma questão de moralidade a aplicação do artigo 241 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). Com com citações ao Papa Francisco, e torcedores do Fluminense abraçando um advogado de terno, que sequer representava a agremiação para a qual se dizem devotos, o futebol brasileiro registrou mais um triste capítulo.
Não só pela falta de organização do mesmo tribunal, que não soube equalizar a alta demanda de profissionais de imprensa em seu apertado plenário, mas pela clara indicativa de que, por mais que não tenha havido dolo, e uma falha de comunicação tenha sido o fiel da balança - junto à negligência dos dirigentes da Portuguesa, é bem verdade, como escreve o Terra -, nada disso foi levado em conta pelos auditores. As cartas já estavam marcadas. Valeu o que estava escrito no regulamento. E ponto.