Existe uma intenção clara por parte do Grêmio, inclusive prevista em contrato: o clube deseja um dia comprar os direitos da administração da Arena. Mas a possibilidade não é vista como algo para curto prazo. Pelo contrário, uma vez que requer remodelado e complexo contrato, além das garantias financeiras, seria algo para o futuro.
A obra, sob o controle atual da construtora OAS, pode ser viabilizada nesse sentido, conforme o pensamento do vice-presidente tricolor Renato Moreira. “Existe uma possibilidade contratual, o direito de exercer a compra. No início, eles [a OAS] não queriam discutir. Hoje, não passa de um "quem sabe". Nunca nos disseram, "estou te vendendo". Mas essa porta está aberta. É uma tendência, mas não para agora”, conta Renato Moreira.
Pelos termos atuais, a Arena somente seria 100% do Tricolor após 20 anos de parceria com a construtora. A inclinação, no entanto, é que esse período seja "antecipado".
Caso a ideia seja levada adiante, o Grêmio precisaria assumir o financiamento com o BNDES, algo em torno de R$ 260 milhões. Também precisaria negociar para saber qual o valor pedido pela construtora. A construção do estádio custou R$ 540 milhões.