Desde o início da temporada, a torcida do Palmeiras canta nas arquibancadas uma música que virou lema em um ano tão importante para a história do clube. Para comemorar o centenário, os alviverdes entoam uma canção que tem como um dos principais trechos: “São 100 anos de histórias, de lutas e de glórias. Te amo, meu Verdão”.
E muitas dessas glórias tiveram como protagonista um carioca, loiro, calmo, de fala mansa e dono de um futebol dos mais marcantes em todo o futebol nacional: Ademir da Guia. Todos os ex-jogadores ouvidos pelo GloboEsporte.com para a série especial sobre o centenário do Palmeiras apontam o Divino como o maior craque da história do clube.
Nascido em 1942, em uma família de craques e boleiros, o talentoso meio-campista das passadas largas não demorou a despontar no Bangu. Domingos, o pai, foi zagueiro importante da seleção brasileira, do Flamengo, do Vasco, do rival Corinthians e de grandes clubes da América do Sul, como Boca Juniors, da Argentina, e Nacional, do Uruguai, enquanto os tios fizeram carreira no futebol carioca.
Mas foi Ademir quem herdou a carreira expressiva do pai. E praticamente em um clube só. Depois de uma excursão do Bangu para disputar um torneio em Nova York, nos Estados Unidos, o Palmeiras se interessou pelo talento promissor. E assim o jovem carioca assinou, em agosto de 1961, contrato com o Verdão, clube de onde só sairia ao término da carreira, em 1974.