Não faz nem uma semana que Romarinho desembarcou em Doha, no Catar, para assinar contrato de quatro anos e se apresentar ao seu novo clube, o El-Jaish. E de cara já conheceu um inimigo. “Tirando o calor, é tudo muito bom”, disse. “Tive dois treinos aqui e sofri bastante, quase vomitei” (risos).
De fato a temperatura não costuma dar trégua na terra da Copa do Mundo de 2022. Nessa época do ano, os termômetros marcam 40ºC, com sensação térmica ainda maior.
Apresentado pelo El-Jaish, o ex-atacante do Corinthians vai estrear neste sábado (13), contra o Al-Arabi. Cercado por expectativa, como ocorre com quase todos os brasileiros que chegam ao Catar, ele dá início ao projeto de Sheik: fazer muitos gols e conquistar os árabes.
Em entrevista ao GloboEsporte.com, Romarinho fez um balanço dos três anos de Corinthians, falou dos excessos que cometeu fora de campo, das surpresas com a cultura da sua nova casa e reconheceu que tem medo de sumir do mapa. Foi por isso que relutou ao receber a proposta. Aos 23 anos, foi negociado por cerca de 8 milhões de euros (R$ 23,4 milhões).
“Meu sonho sempre foi jogar na Europa, jogar a Champions League. E aqui eu sei que o jogador some. Aqui a gente vem por causa do dinheiro mesmo. Futebol é bem abaixo do Brasil e da Europa. Coloquei na cabeça que vou ficar três aninhos aqui, quatro, juntar um dinheiro e voltar”, confessou o craque.