Paulo Henrique Ganso é tão diferente que prefere deixar um companheiro na cara do gol a estufar, ele mesmo, a rede adversária. Parece difícil entender, mas não é. O meia do São Paulo gosta de ser e parecer genial. De enxergar o que ninguém enxerga. De atingir o grau máximo de dificuldade nas ações, ainda que elas pareçam naturais. O desejo de se soltar do mundo dos “normais” faz com que o passe seja, para ele, a cereja do bolo.
“É muito difícil achar um companheiro na cara do gol. Isso me deixa feliz porque não são todos os jogadores que fazem, só os diferentes. Então, isso me mostra que realmente sou diferente”, afirma, sem falsa modéstia, em reportagem do Globoesporte.
Ganso tem apenas 25 anos, mas já deu voltas nas previsões por duas vezes na carreira. A primeira não foi positiva. Muitos o apontavam como um gênio talvez até melhor que Neymar, no surgimento da dupla no Santos, mas o craque sucumbiu diante de problemas físicos. Depois disso, chegaram a considerá-lo um jogador “gelado”, sem sangue nas veias, caso perdido. De novo, erraram feio.
Com a camisa 10 do Tricolor às costas, ele termina 2014 com o vice-campeonato brasileiro, tendo participado de 61 dos 69 jogos da equipe, vibrante a ponto de se tornar “reclamão”, comparado por Rogério Ceni ao genial tenista Roger Federer, e apelidado de “Google” por Kaká, pois a tudo e todos consegue encontrar dentro de campo, segundo a reportagem.