A queda do mais tradicional clube de futebol profissional do Mato Grosso do Sul, o Ubiratan Esporte Clube, para a 2ª divisão do ano que vêm após ser derrotado em pleno estádio Frédis Saldivar, o “Douradão”, por 2 a zero, para o Águia Negra de Rio Brilhante, na tarde de domingo (22) passado e a pífia campanha do outro douradense, o Clube Desportivo 7 de Setembro, que também não se classificou para a segunda fase da série “A” deste ano após sofrer uma sonora goleada na tarde do mesmo dia em Ivinhema, por 4 a 1 para a equipe dona da casa, motivou o ressurgimento de movimento por parte de um grupo de empresários do Estado e do Paraná, incluindo desportistas e segmentos da torcida, para trazer de volta ao futebol o time do Operário Atlético Clube.
De acordo com o projeto, o time estaria disposto a reativar o departamento de futebol profissional já a partir de agosto quando começa a 2ª divisão do Estadual Sul-mato-grossense, competição que já tem as vagas garantidas para o Ubiratan de Dourados e CENE (Clube Esportivo Nova Esperança) de Campo Grande, o último campeão estadual e que também caiu nesta temporada.
O presidente da equipe operariana, o empresário Giovanny Giolando Marques, ainda desconversa sobre esse movimento, segundo reportagem do jornal Waldemar Gonçalves – Russo, porém admite que existe uma articulação para que a equipe douradense [fundada pelo falecido desportista e também empresário Alfio Senatore há 25 anos] volte ao futebol profissional. “Fui procurado mesmo nesta manhã de terça-feira por um grupo de pessoas, algumas delas muito conhecidas na cidade, e por outras que são oriundas do Paraná e que mexem há anos com o futebol profissional no interior daquele Estado, interessado em resgatar o Operário no futebol profissional. Eles me apresentaram um projeto muito bonito no papel é claro e que visa colocar o Operário na 2ª divisão deste ano”, confirmou Giovanny.
Na teoria, segundo ele, o projeto é bom, “lindo mesmo”, comentou, “mas daí para a prática é um outro caminho, um desafio, digamos assim, embora o grupo tenha me assegurado que estaria com o pé no chão, sem sonhos mirabolantes e sim muito trabalho desde a formação da comissão técnica bem como a formação da equipe”. São cogitados, desde já, três goleiros e no máximo 30 jogadores de linha, alguns deles da própria cidade e com média de idade abaixo de 25 anos. “Ouvi as explanações de todos atentamente, e deixei bem claro a todos, que não poderia participar deste projeto, pois embora o clube esteja em dia com suas obrigações, inclusive com a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, não tenho suporte financeiro para aguentar uma competição como é o nosso futebol profissional estadual. Em resposta, este grupo disse que gostaria apenas que eu concedesse a oportunidade deles para que colocasse em prática o projeto, sob a alegação de que este seria o momento da volta do Operário ao futebol profissional”.
O dirigente operariano prometeu que em um mês, assim que analisar a proposta recebida, e ouvir outros segmentos da sociedade e apoiadores do clube, vai responder ao grupo se aceita ou não a entrada do time na competição. “Sei o quanto está difícil fazer futebol em todo o País e pior ainda, aqui em Dourados, sei do sufoco que está passando o amigo Joaquim Soares do Ubiratan e Alex Lima no 7 de Setembro para honrar os compromissos assumidos por eles após a lamentável despedida a 1ª divisão”, afirmou Giovanny Marques, acrescentando que não pretende expor o Operário a essa situação. “Meu sonho é ver o Operário de volta a elite do futebol sul-mato-grossense, mas caso contrário, ficaremos mais um ano fora do futebol profissional, pois assim estaremos evitando conquistar dores de cabeças e dívidas futuras”, relatou.