Frederico Chaves Guedes, que em campo com a camisa tricolor atende por Fred, está cobrando R$ 9,46 milhões da antiga parceira do Fluminense, a Unimed, que pagava a maior parte dos vencimentos dele em um contrato de cessão de direitos de imagem. O processo corre em segredo de Justiça. O Fluminense e a Unimed romperam a parceria no fim do ano passado e, desde então, a empresa teria parado de efetuar o pagamento das parcelas acordadas. Uma multa em contrato ainda fez com que o valor em atraso praticamente dobrasse, chegando ao montante cobrado pelo jogador.
A inicial da ação aponta que em 5 de março de 2009 foi celebrado um contrato de cessão dos direitos de imagem do jogador para a Unimed, que determina o pagamento de 61 parcelas mensais a partir do dia 12 daquele mesmo mês. Houve dois aditivos, com extensão do prazo de licenciamento até 10 de janeiro de 2016 e pagamento total de 83 parcelas mensais a partir de alteração de cláusula em 20 de março de 2013. Os advogados do atleta alegam que desde dezembro de 2014 a Unimed parou de pagar as parcelas, e que a soma dos valores em atraso com encargos e multa corresponde a R$ 4.910.284,13.
Ocorre que uma multa estipulada em contrato dobra o valor. O parágrafo único da cláusula nona diz: "Na hipótese de atrasos injustificados por período igual ou superior a três meses, sem prejuízo da aplicação da sanção moratória prevista no caput desta cláusula, e esta contratação por rescindida por culpa exclusiva da contratante, ficando esta sujeita a multa correspondente a 100% do saldo remanescente do contrato". Desta forma, é cobrado um total atualizado de R$ 9.460.284,13, com solicitação de penhora online de contas da Unimed caso o pagamento não seja efetuado. Com informações do Globoesporte.com