Em prisão domiciliar em Nova Iorque, José Maria Marin, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), teve negado pelos desembargadores da 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro o recurso interposto contra o senador Romário, que ligou Marin ao regime militar e o chamou de "ladrão" e "corrupto".
O ex-dirigente da CBF pedia indenização por danos morais por conta das declarações feitas pelo parlamentar à imprensa, mas os magistrados acompanharam o voto do desembargador Guaraci de Campos Vianna, relator do caso. Assim, a decisão em primeira instância, da 7ª Vara Cível da Barra da Tijuca, foi mantida.
Em sua justificativa, Vianna ressaltou que ação penal semelhante referente ao caso também foi julgada improcedente pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
"Destarte, não restam dúvidas de que as declarações feitas pelo réu guardam relação com o exercício de suas atividades políticas, razão pela qual estão protegidas pela imunidade material", pontuou o desembargador. Com informações do portal Extra de O Globo.