Operarinho possui uma legião de seguidores em Dourados — Foto: Divulgação/Assessoria
Dirigentes do O.A.C (Operário Atlético Clube) que atualmente é presidido pelo comerciante Giovanni Jolando Marques estarão nesta primeira semana do ano já elaborando a programação visando à participação da equipe em competições tanto pela Leda (Liga Esportiva Douradense de Amadores) como pela FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), todavia somente em categorias de bases.
Giovanni Marques conta que durante o ano que se passou ele e sua diretoria trabalharam com os pés no chão quanto à reestruturação do clube que foi fundado há 25 anos pelo desportista e empresário Alfio Senatore (in memoriam) e que a meta para este ano que recém começou é trabalhar em parceria forte com as categorias de bases. “Já temos um núcleo na cidade de Jateí sob o comando do ex-goleiro Leopoldo com cerca de 30 garotos sub-15 e 17 e aqui em Dourados vamos buscar a construção de um centro de treinamento para que possamos desenvolver o mesmo trabalho com a garotada da cidade”, disse o presidente, lembrando que a escolinha do “Tigre” como é mais conhecido o Operário douradense na cidade de Jateíi conta com a parceria da empresa Soccer Union por meio do empresário Daniel Medeiros.
Não entrando em detalhes, o presidente lembra que entre as mudanças, o Operário passará também a ser um instituto social literalmente legalizado junto aos órgãos competentes, seja ele municipal; estadual e federal. “Esse também será um grande projeto para o Operário desenvolver aqui em Dourados; porém ele está em fase de conclusão e assim que estiver literalmente pronto vamos mostrar para a população, em especial aos torcedores do clube; imprensa e empresariado”, relata Giovanni Marques.
Administrativo
Com relação à administração do clube, o presidente conta que atualizou o estatuto bem como enquadrou-o na Lei 13.155 Profut assim como regularizou junto a FFMS para que possa participar das competições a nível estadual. “Vamos com o apoio de algumas pessoas colocar nossos garotos para participar das competições da FFMS nas categorias sub-12, 15, 17 e quem sabe na sub-20 cuja as duas primeiras equipes que chegaram à final ganharão as vagas para a Copa São Paulo de 2017”, disse o presidente. Sem citar nomes, Giovanni Marques conta que está, juntamente com a diretoria, mantendo contato com um grupo de empresários e de abnegados do futebol que demonstraram estar dispostos a investir e ajudar o Operário nos projetos que visam ser desenvolvidos nas categorias de bases. “São pessoas que gostam e que assim como eu acreditam que investir em garotos seria uma solução para que o futebol douradense volte a ser forte e respeitado a nível estadual”, disse o presidente, acrescentando que investir nas bases além de dar a oportunidades para que os garotos possam praticar seu esporte predileto, tem como principal meta o de afastá-lo do caminho da criminalidade, em especial do submundo das drogas. “Todos os garotos que estiveram participando do nosso projeto com certeza receberão orientação esportiva e também social e exigência de boas notas nas suas escolas”, garantiu o presidente reafirmando que a meta das categorias de bases operariana é também formar cidadãos.
Com relação a uma eventual volta do “Tigre” ao profissionalismo Giovanni Marques conta que a priori a diretoria não cogita por entender que disputar uma série “B” é muito caro e isso pode colocar em risco o nome do clube com possível endividamento; todavia, ele diz que se em uma eventualidade aparecer pessoas sérias ou alguma empresa gestora de futebol comprometida com o futebol quiser assumir o departamento profissional, não fará nenhum obstáculo. “Entendemos que não temos nos dias de hoje nenhuma condição para montar e manter um plantel forte com 20 ou mais jogadores e com uma comissão técnica visando o acesso a série A, mas se surgir alguém interessado ou uma empresa gestora interessada em assumir esta missão, não colocaremos nenhum obstáculo, mas isso deverá ser feito legalmente, inclusive com um contrato bem elaborado e com registro em cartório para que futuramente possíveis dividas ou compromissos com fornecedores e até mesmo trabalhistas com integrantes da comissão técnica e jogadores não fiquem sob a responsabilidade do nome do clube ou da diretoria”, finalizou o presidente.
Lei Profut
A Lei Profut, de número 13.155, aprovada em 4 de agosto de 2015, estabelece princípios e práticas de responsabilidade fiscal e financeira e de gestão transparente e democrática para entidades desportivas profissionais de futebol; institui parcelamentos especiais para recuperação de dívidas pela União, criou a APFFUT (Autoridade Pública de Governança do Futebol); dispõe sobre a gestão temerária no âmbito das entidades desportivas profissionais e criou a LOTEX (Loteria Exclusiva).