O TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) rejeitou o pedido do príncipe Ali Bin Al-Hussein de adiar a eleição à presidência na Fifa, marcada para sexta-feira (26), em Zurique. Em comunicado oficial, o órgão comunicou que os motivos para a negativa serão divulgados nos próximos dias.
Candidato à presidência da entidade, o príncipe Ali recorreu ao tribunal para pedir o adiamento da eleição por "falta de transparência", segundo divulgou o Globoesporte. Para julgar o caso, o TAS pediu que a Fifa enviasse observações por escrito em resposta ao pedido feito pelo jordaniano.
Nesta semana, Ali pediu para a Fifa usar cabines de votação transparentes, para evitar que eleitores fotografassem os votos antes de depositá-los na urna, e sua equipe chegou a levar uma cabine a Zurique. Há relatos de que eleitores estão sendo pressionados a registrar votos. Ao rejeitar a sugestão do príncipe Ali, a Fifa disse que iria pedir aos eleitores que não levassem telefones celulares para a cabine de votação.
“Eu defendia cabines transparentes para que os presidentes das associações nacionais pudessem votar sem se preocupar que alguém com intenções diferentes estivesse espiando por cima de seus ombros. Lutei por eles na Fifa e no TAS, e trouxe as cabines transparentes para eliminar qualquer desculpa para não usá-las”, afirmou o candidato.
A candidatura de Ali é considerada a terceira força na eleição da Fifa. Os favoritos são Gianni Infantino, ex-secretário-geral da Uefa, e o xeque Salman Ibrahim Al-Kalifa, do Bahrein. Os outros candidatos são o francês Jérôme Champagne e o sul-africano Tokyo Sexwale, que já admite desistir de concorrer para compor uma aliança, conforme o portal.