A morte do ex-atacante Leonardo, de 41 anos, na terça-feira (1), trouxe luto para o mundo do futebol e recolocou em pauta um tema que vem sendo muito estudado pela medicina, mas que ainda não está superado: doenças causadas por alimentos contaminados. No caso do ex-futebolista, a neurocisticercose.
Segundo relatos, a causa da doença foi o fato de Leonardo — ídolo do Sport Club Recife, entre outros clubes — ter ingerido carne de porco contaminada com cisticercos, ovos que irão originar a Tênia solium, parasita que se aloja no organismo do porco e também em humanos. A tênia se desenvolve apenas no intestino. Se ficar restrita a esse órgão, a doença é chamada de cisticercose.
Conforme explica o infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Paulo Olzon, o cisticerco pode se infiltrar no intestino ou chegar ao sistema nervoso central, atingindo o cérebro, provocando aí a neurocisticercose. Quando isso ocorre, segundo ele, a situação é mais grave.