Com um sol próximo de 40 graus, os torcedores douradenses, algo em tornos de 50 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, foram colocados em um setor das arquibancadas do estádio Jacques da Luz, em Campo Grande, onde Sete de Dourados empatou sem gols com o Operário da capital, no jogo de ida das semifinais do Estadual de futebol.
De acordo com o jornalista Waldemar Gonçalves – Russo, o espaço “desprovido do mínimo necessário para conforto e proteção, conforme reza o Estatuto do Torcedor, como falta de banheiros, serviço de bar para a venda de refrigerantes e principalmente água, não tinha nem uma saída de emergência caso fosse necessário uma evacuação de urgência”.
Alguns torcedores douradenses se arriscaram ao se deslocarem até aos vendedores que atendiam os setores destinados a torcida operariana, porém salvo algumas vaias e palavrões destinadas a eles, não foi registrado nenhuma agressão, isso em razão de que no estádio a presença da Polícia Militar foi marcante, uma vez que ela contou com a presença de diversos policiais que já estão há anos na ativa e principalmente com diversos alunos que se preparam para fazer parte da instituição.
Algumas mulheres que estavam no estádio tiveram que recorrer aos banheiros do vestiário do Sete de Dourados e o restante da torcida foi socorrido pela Comissão Técnica e por alguns jogadores da equipe, que prontamente serviram copos de águas para que pudessem matar a sede.
O vice-presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) Marcos Tavares e o delegado da partida, Raul dos Prazeres, atribuíram essa situação à diretoria do Operário que era o mandante do jogo, mas prometeram relatar as reclamações ao TJD/MS (Tribunal de Justiça Desportiva, do Mato Grosso do Sul) ainda nesta segunda-feira.
“Nós da Federação havíamos informado a diretoria do Operário para que providenciasse banheiros químicos para as torcidas visitantes e pelo visto eles fizeram vistas grossas. Agora acredito que o delegado deverá registrar estes fatos lamentáveis em seu relatório e encaminhar para o TJD analisar e ver se seus integrantes irão ou não punir o Operário” disse Marcos Tavares acrescentando que o Comercial Esporte Clube ao contrário de seu rival sempre atendeu as exigências do Estatuto dos Torcedores.