Bauza se esforçou, mas encontrou um adversário colombiano mais bem armado — Foto: Divulgação/Assessoria
O São Paulo deixa a Libertadores moralmente fortalecido. Não se discute em momento algum a superioridade do Atlético Nacional, um time construído há anos, planejado, pensado, com dois técnicos de formação europeia – Juan Carlos Osorio e Reinaldo Rueda – e o gosto pelo futebol bem jogado. Ao juntar as partidas do Morumbi e de Medellín, fica evidente na postura e na forma como arquiteta e controla as ações, a superioridade dos colombianos.
Como também é inegável que ambos os duelos estavam empatados quando os árbitros erraram contra o Tricolor: a expulsão de Maicon e o pênalti não marcado em Hudson. Não se pode justificar a eliminação, mas também não se pode ignorar falhas consideráveis, conforme analisa o portal do Globoesporte.
Até se entregar diante do pênalti ignorado, no último minuto do primeiro tempo, o São Paulo teve atuação bastante digna diante do melhor time do continente. Superior ao desempenho do Morumbi. Além de posicionar seu time mais adiantado, impedindo que o Nacional tivesse tanta liberdade para o primeiro ato de suas jogadas – e sim, muitas delas são como peças teatrais –, a equipe brasileira ocupou os espaços de maneira muito mais consciente.
Na Libertadores, o São Paulo saiu do zero para eliminar adversários iguais ou até melhores, como River Plate e Atlético-MG, graças ao caráter competidor que faltava e ao brilhantismo de peças individuais que não estarão mais em campo daqui para frente.
O São Paulo não está mais no zero, e, por isso, precisa de maturidade para manter o que já conquistou e subir de patamar. Ainda é pouco para a fome da torcida, mas é digno de aplausos, avalia o portal esportivo.