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Sete e Tony são condenados pela Justiça

Dirigente bloqueado e time impedido de disputar jogos

08 de julho 2023 - 08h02 Por Redação Douranews
Sete e Tony são condenados pela Justiça Má gestão prejudica futuro de gerações no Sete — Reprodução

O Clube Desportivo Sete de Setembro, de Dourados, foi proibido de disputar torneios e registrar atletas pela Justiça. Além disso, o gestor do time, Tony Montalvão, teve o passaporte suspenso, em uma decisão inédita. A decisão da 2ª Vara do Trabalho de Dourados foi expedida nesta sexta-feira (7) por conta de uma dívida de R$ 2 milhões por dívidas trabalhistas. O descumprimento implicará em multa diária de R$ 10 mil.

De acordo com o que repercute o portal GloboEsporte, o Sete de Dourados, está proibido de jogar campeonatos profissionais e amadores (na base) e nem poderá inscrever jogadores no BID, o Boletim Informativo Diário da CBF, condição para a participação em competições oficiais no Brasil. O clube estava inativo e voltou neste ano.

“Há anos tentamos bloqueios de contas, localizar bens, sem sucesso. Então precisávamos intensificar a atuação e buscar efetividade às condenações para que os atletas possam receber. Ano após ano, o clube contrata dezenas de novos atletas e não se preocupa em destinar R$ 1 para pagar suas dívidas trabalhistas. Era extremamente cômodo ao clube e seus dirigentes”, afirmou o advogado dos jogadores, Filipe Rino, ouvido pelo GE.

A sentença judicial ainda prevê a suspensão do passaporte do presidente Marshal Antony Montalvão, conhecido como Tony Montalvão, com mandato até 2028. Ele chegou ao Furacão Tricolor em 2015 e possui negócios em Portugal, onde também é diretor do português FC Pedras Rubras, fundado em 1941 e que disputa competições nas categorias de base. Há duas semanas, em entrevista para a rádio Futebol na Canela, o dirigente reconheceu a dívida e, diferente do divulgado pela Justiça, afirmou que o débito é de R$ 1 milhão.

“Se eu não resolver a questão trabalhista, não vou ter paz. Se não começar a pagar, posso falar que o Sete não foi uma coisa boa na minha vida. E não pelo Sete, foi a minha gestão que não foi (boa). Dinheiro na minha conta e na da minha mulher, bloqueia. Não posso assinar contratos, porque tenho a certidão negativa. Se as pessoas aceitarem a proposta (de acordo), tenho certeza que, no mais tardar, daqui um ano vamos ter o dinheiro para pagar todo mundo”, teria declarado o dirigente.

Nem Montalvão e nem ninguém do Sete de Dourados, porém, compareceram na audiência marcada para quinta-feira, requerida pelo próprio dirigente. “Solicitamos a suspensão do passaporte do gestor, pois ele possui negócios no exterior, o bloqueio de registros de novos atletas no BID e também a proibição do clube disputar campeonatos profissionais e amadores (categoria de base) enquanto não quitar suas dívidas trabalhistas. E todos requerimentos foram deferidos, aceitos pela justiça”, disse o advogado Rino.