A Justiça Federal suspendeu ontem (6), no final da tarde, o julgamento da ação que pede o despejo das famílias de índios Guarani-Kaiowa que ocupam a fazenda Santo Antônio da Nova Esperança, em Rio Brilhante.
Na semana passada, os índios haviam recebido uma ordem de despejo, com prazo de 15 dias para desocupar a área. Ontem, a juíza relatora do processo reconheceu que a área é ocupada tradicionalmente pelos Guarani e, portanto, o direito de permanecer nela deve ser garantido, porém como outros dois juízes pediram vistas do processo, as famílias permanecem no local até novo julgamento ainda sem data definida.
O acampamento indígena “Laranjeira Nhanderu” é ocupado por aproximadamente 170 pessoas, em uma área com 11 mil hectares de terra. A maioria da população do local, cerca de 100, são crianças e ainda há 30 idosos.
A área reivindicada pertence ao espólio do ex-promotor de Justiça e ex-deputado estadual pelo Mato Gosso, José Cerveira, que também foi vice-prefeito de Dourados na década de 80, chegando a ocupar a vaga de titular quando o ex-prefeito José Elias Moreira renunciou ao mandato para disputar o Governo de Mato Grosso do Sul.