Por iniciativa do ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a expressão “uai” foi alvo de profunda pesquisa científica, encomendada pelo político, que foi governador do estado de Minas Gerais e chegou ao comando do Palácio do Planalto, construído juntamente com toda a estrutura da capital federal, sob encomenda de Juscelino ao arquiteto Oscar Niemeyer e ao engenheiro Lúcio Costa.
A professora Dorália Galesso, a quem a missão foi encomendada, vasculhou os arquivos públicos e foi na Arquidiocese de Diamantina que encontrou a explicação. Os Inconfidentes mineiros, um grupo de patriotas considerado subversivo pela Coroa Portuguesa, criaram um sistema de código para se comunicarem, visando despistar a polícia lusitana. Nas reuniões que realizavam, nos porões mineiros, era necessária uma senha para identificação dos participantes.
Os companheiros, a maioria maçônicos, se identificavam com os tradicionais três toques na porta e, ao serem inquiridos do lado de dentro, sobre quem era, tinham que falar a senha: UAI – iniciais de “União, Amor e Independência”.
Passado o clima de revolta, a expressão foi incorporada ao cotidiano da população e a palavrinha hoje é um dos símbolos da mineirice que caracteriza o Estado, conforme registrou o jornal Correio Braziliense.