Ter 89 anos e não existir perante a sociedade parece até impossível, mas esse fato aconteceu com a índia terena Libertina Galdino. Em ação nos dias 29, 30 e 31 de março, a indígena conquistou o que muito almejava, ‘a certidão de nascimento’. Esse fato não é um caso isolado. No Brasil, segundo o Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população indígena é a que menos tem acesso a documentação.
Analisando esse cenário, o governo do Estado realizou ação de expedição de documentação para os indígenas do município de Aquidauana, mobilizando diversos órgãos e pessoas que trabalharam incansavelmente para possibilitar aos índios o acesso aos documentos básicos.
Isso porque, com toda essa idade e experiência, ela ainda não possuía a certidão de nascimento. De posse do novo documento a indígena ficou satisfeita e orgulhosa pois, com a idade avançada, ela já não tinha mais esperança de um dia conseguir a documentação.
Com a presença da secretária estadual de Trabalho e Assistência Social, Tania Mara Garib e da representante da Coordenadoria Nacional dos Direitos Humanos, Marina Lacerda, o mutirão entregou vários documentos aos indígenas que já haviam feito o cadastro em ação realizada em novembro de 2011.
Ao todo foram 2.795 pessoas cadastradas que resultou em 5.048 atendimentos imediatos. Nesta oportunidade, foram beneficiadas indígenas das aldeias Bananal, Imbirussú, Morrinho, Colônia Nova, Lagoinha, Água Branca, Ypegue, Limão Verde e Córrego Seco.