Servidores militares decidem na próxima segunda-feira (16) se fazem ou não aquartelamento. A decisão deve sair da própria tropa, como explica o vice-presidente da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), Cláudio Souza, que participou no final da tarde de ontem (13) de audiência com o governador André Puccinelli (PMDB) acerca do reajuste salarial da categoria.
"O resultado da reunião foi frustrante. Ele [André Puccinelli] menosprezou todo o serviço que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros prestam à sociedade. Se a tropa decidir pelo aquartelamento, é o que vai acontecer", afirma Souza, que pede ainda participação maciça da tropa na Assembleia.
Os militares pleiteiam um escalonamento a partir do subsídio do posto de coronel, vinculando os salários dos demais graus hierárquicos em uma escala percentual gradativa. Um soldado passaria a receber 25% do vencimento de um coronel, aumentando o percentual gradativamente até 90% no posto de tenente-coronel.
O Executivo, por outro lado, propôs 5%, valor inferior a própria inflação, acumulada em 5,23%, e frustrou os servidores, segundo Cláudio Souza.
A Assembleia dos servidores vai acontecer no teatro da Mace, na rua 26 de Agosto, na região central de Campo Grande, a partir das 14 horas. De Dourados, os associados da entidade vão partir em ônibus fretados, a partir das 6 horas.