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Militares e bombeiros adotam tolerância zero para pressionar André

17 de abril 2012 - 12h07 Por Redação Douranews
Militares e bombeiros adotam tolerância zero para pressionar André

“Tolerância zero”. Essa foi a palavra de ordem na assembleia que policiais e bombeiros militares de Mato Grosso do Sul adotaram, após a assembleia da Associação de Cabos e Soldados de MS, realizada na tarde de ontem (16), em Campo Grande. Para pressionar o governador André Puccinelli a rever a proposta de 5% contra os 25% reivindicados pela corporação, a partir de hoje A PM pretende intensificar os trabalhos e promete “entupir” as delegacias de procedimentos, como forma de também ganhar o apoio da Polícia Civil no movimento.

A proposta de aquartelamento, que era a primeira opção, foi descartada, segundo o presidente da Associação, Edmar Soares da Silva, e substituída pela "tolerância zero", ou seja, ao invés de paralisar atividades, “vamos intensificar a fiscalização da PM, apurar as infrações com mais rigor e encaminhar todos os casos às delegacias, a partir da madrugada desta terça-feira”, disse Silva.

“A proposta é lotar e fazer pressão nas delegacias. Os policiais militares acabam resolvendo muita coisa na rua, porque sabem o quanto os serviços nas delegacias exigem dos policiais civis, mas não vamos mais resolver”, explicou Edmar ao jornal Campograndenews, ontem, após a assembleia realizada pela entidade.

No caso dos bombeiros, haverá intensificação e mais rigidez nas vistorias em locais públicos e privados. Edmar diz também que se houver qualquer retaliação aos militares, todos se apresentarão voluntariamente para serem presos, em ato de protesto.

A Associação quer que o salário de soldados e cabos alcance 25% do de um coronel, o que significaria cerca R$ 450 a mais. O que foi proposto até agora pelo Governo é um foi reajuste de 5%, ou seja, aumento de R$ 97,50, de acordo com Edmar.

Mato Grosso do Sul tem 6.000 policiais militares na ativa e 1.500 bombeiros, segundo dados da Associação que representa o setor.