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Três meses depois, morte de Paulo Rocaro ainda é um mistério

13 de maio 2012 - 15h21 Por Redação Douranews
Três meses depois, morte de Paulo Rocaro ainda é um mistério

“Continua cercado de mistério o assassinato do jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, o Paulo Rocaro, que completa três meses neste domingo (13). Muito já se falou; muitas suspeitas já foram levantadas; teve gente que até se defendeu sem ter sido acusada; teve governador e secretário de Segurança Pública garantindo que as investigações estavam avançadas, mas, de concreto, até este momento, nada!”. O texto, em forma de desabafo, abre a reportagem do jornal Mercosulnews, do qual Rocaro era diretor até à noite do assassinato.

Paulo Rocaro atingido por diversos tiros de pistola 9mm no dia 12 de fevereiro, disparados por pistoleiros que ocupavam uma motocicleta, enquanto ele conduzia um veículo da empresa onde trabalhava como editor chefe, o Jornal da Praça, em plena Avenida Brasil, em Ponta Porã, próximo ao quartel do Corpo de Bombeiros, por volta de23h30.

Ele ainda conseguiu sair do carro e dirigiu-se até um hotel, onde pediu socorro. Foi encaminhado ao Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na madrugada de domingo (13 de fevereiro). O crime comoveu toda a fronteira, já que além de editor chefe do JP, Rocaro era diretor do site Mercosul News e escritor membro da Academia Pontaporanense de Letras.

Ele acabou se tornando mais uma vítima dos crimes que retratava no livro de sua autoria “A Tempestade”, lançado em 2002, onde denunciava a ação de crimes de pistolagem e de grupo de extermínio na fronteira. A primeira edição da obra está esgotada e a família pensa em lançar uma segunda edição. Em outra oportunidade deverá ocorrer também o lançamento do inédito “A Tempestade II”, que o autor conseguiu concluir antes de ser assassinado.

A hipótese de motivação política para o crime continua sendo o principal alvo das investigações policiais, já que Paulo Rocaro era uma forte liderança do PT em Ponta Porã e na época de sua morte circulavam rumos pela cidade de que ele possuiria dossiês que poderiam complicar a vida de seus adversários. De qualquer forma, por mais que a polícia afirme que está na iminência de solucionar o caso, de certeza só existe uma: Paulo Rocaro foi assassinado de forma cruel e covarde, sem que se possa sequer supor a existência de um motivo que justificasse tamanha violência.

Missa

Neste domingo, às 17 horas será celebrada uma missa em memória do jornalista Paulo Rocaro, na Igreja Matriz São José, em Ponta Porã.